A saga das golfadas… Episódio II

Por: Alberto Oliveira

Semana passada meu xará, Beto Garcia, falou sobre as aventuras (e desventuras) das golfadas do João. Essa semana vamos falar sobre as de Davi.

Davi foi fruto de fertilização. Foi uma criança muito desejada e tentada durante bons anos. Ele nasceu com 38 semanas, de cesárea (não vamos polemizar, ok?) e estava MUITO laçado. Com algumas horas de nascido, já tinha conseguido a façanha de ferir os 2 seios da mãe. Bico de silicone pra cá, sangue pra lá e o danado nada de conseguir mamar. Faltou experiência, conhecimento e calma. E lá vai o menino tomar fórmula com menos de 48 horas de nascido.

E tomou. E gostou. E assim foi. Meninas, amamentar é importante, ok? Tentem ao máximo fazer isso. Mas, se REALMENTE não der, não vão morrer por causa disso, ok? Papais, amamentação parece simples, mas é um processo BASTANTE complexo. Apoiar as mamães é mais do que essencial. É obrigação. Façam sua parte, ok?

E onde é que entram as golfadas? Bem, não sabemos se por conta da apresentação “prematura” do leite de vaca ao seu organismo ou por conta de sua imaturidade ao nascer (cesárea marcada com 38 semanas) ele desenvolveu APLV.

O que é APLV?

APLV ou alergia a proteína do leite de vaca é uma alergia muito comum (mais do que se pensa), que, em geral, dura até os 4/5 anos de idade. O diagnóstico não é simples e, salvo engano, até os 3 anos não é possível detectar a alergia com 100% de certeza. Os exames não são conclusivos. Vira meio que “experimentação” mesmo para descobrir. E assim foi com ele.

Depois de algumas golfadas dignas do exorcista, com direito a jato e banho de leite, 7 tipos de leite diferentes depois, uma ida ao hospital com vômito em sangue, a pediatra dele nos encaminhou para uma gastro-pediatra que, baseada no histórico e observações posteriores, “fechou” o diagnóstico. Leite substituído, bebê saudável e com (quase) nenhuma golfada.

Depois farei um post falando SOMENTE disso e sobre minha experiência com o assunto. Como bom nerd que sou, não sosseguei até saber bastante sobre o assunto. Creio que posso compartilhar disso com vocês, com alguma propriedade, :).

Nojo? O que é nojo?

Eu era relativamente “fresco” com relação a algumas coisas. Vômito era uma delas. Não podia ver ninguém vomitando ou golfando que ia junto. Bem, eu ERA assim até ser pai. Incrível como a “sensibilidade” para certas coisas muda. Já tomei banhos de golfada, vômito, xixi e coco. E continuo tomando numa boa. Nojo? Desaprendi o significado disso. No popular, tome um “bom banho de merda”, meu velho.

Vai feder. Talvez você perca uma ou duas roupas. Mas isso vai te ligar ao teu filho de uma forma que você nem imagina.

Experimenta. Vai por mim. No final, você perde uma camisa ou uma calça. E vai ganhar um coração bem cheio de amor. 😉

A Saga das Golfadas… Episódio I

Esse é um assunto complexo. Dá pra perceber pelo título que dei ao texto, não?! Episódio I indica que devem haver vários episódios… Uma trilogia… Duas ou três, quem sabe?! Hehehehe… Só no meu caso com o João, deve dar pra montar essas três trilogias… Vamos ver no que dá isso.

Os precedentes da história são simples porém um tanto confusos.

Com três para quatro meses de vida, João simplesmente resolveu largar o peito da mãe. Não queria mais ser amamentado diretamente no peito. Isso causou um enorme problema para toda a família. Obviamente que levamos o problema à pediatra dele. Ela fez algumas sugestões mas nenhuma deu certo e recorremos à retirada do leite com bomba para ser dado a ele na mamadeira e foi assim, e somente assim, que ele aceitou. Escrever isso agora me pareceu tão simples mas somente quem passa por uma situação dessas sabe o desespero que é. Enfim…

O foco agora é outro…

Daí que logo depois disso, João começou a ter refluxo e golfar tudo o que mamava. Era leite pra tudo que era lado, meus amigos. E era assim, sem cerimônia alguma… Em qualquer lugar que estivesse… Em pequenas ou grandes quantidades… Era um verdadeiro desespero.

Em alguns momentos o desespero era tanto que a gente acabava com ele na emergência pediátrica pois nada lhe parava no estômago. Vomitava uma, duas, três vezes na mesma noite… E lá íamos nós com ele pra emergência, pra ter certeza de que nada a mais estava acontecendo. Invariavelmente, acontecia dele vomitar no hospital também.

Também é óbvio que não era em todas as refeições que isso acontecia. Se assim fosse, teríamos investigado mais a fundo a causa disso tudo. Mas, enfim… Ele acabava “cansando” de golfar e conseguia beber o leite dele sem botar tudo pra fora logo depois.

Mas, para este primeiro texto sobre o assunto, separei uma passagem em especial que hoje me parece muito engraçada mas na hora, evidentemente, foi de muita tensão.

Esses episódios já tinham melhorado muito e, se não me engano, ele já estava com mais de um ano de idade. Era dia de visita à pediatra e tudo correu muito bem… Inclusive, com ele mamando na sala de espera do consultório sem problema algum. Visita feita, tudo bem com o crescimento do pequeno João.

O consultório fica localizado num shopping que possui também escritórios aqui no Rio de Janeiro e, ao sairmos de lá, estávamos famintos. Fomos direto para a praça de alimentação e paramos na frente de um pequeno restaurante para escolher nossa refeição. Pegamos o cardápio e estávamos olhando o que havia ali de interessante.

Nesse momento, me lembro do João começar a reclamar sem motivo aparente… Chamou a nossa atenção… Dali até entendermos o que estava acontecendo foi uma fração de segundos. Começou a jorrar leite do coitado. Jorrou, pois ele estava sentado em seu carrinho e posicionado “estrategicamente” de frente para o balcão do restaurante… Eu olhava abismado para aquela cena em que toda a refeição ingerida por ele se espalhava pelo balcão e na frente do restaurante sem que eu pudesse fazer nada. Afinal, o que faria?

As duas ou três atendentes do restaurante olhavam igualmente bestificadas para aquela cena e, por muita sorte, não havia mais ninguém naquele momento comprando ou aguardando para comprar suas refeições.

Resultado? Praticamente todo o balcão de atendimento do restaurante “lavado” no vômito do João. Eu e a mãe dele sem sabermos o que fazer com relação a isso mas acudindo ele pois já começava a chorar… Um pedia desculpas para as atendentes e o outro já separava uma roupa para a troca do pequeno.

A parte boa, se é que ela existe, é que sempre estivemos preparados para esses imprevistos onde quer que eles acontecessem… Tínhamos sempre uma (ou mais!) muda de roupa completa para trocá-lo rapidamente e material necessário para que ele rapidamente estivesse limpo.

Até hoje, indo completar seus 5 anos, quando saio com ele para qualquer lugar, penso em levar uma pequena mochila com uma (ou duas…) muda de roupa… Efeitos do condicionamento que ele fez comigo e do trauma de ter que ter sempre uma roupa pra trocá-lo em qualquer lugar.

E, acredite, fases passam! As boas e as ruins! Aproveite sempre o melhor e siga o caminho se preparando para a próxima fase… 🙂

A arte de se relacionar… Tendo um filho!

Por: Alberto Oliveira

Nos dias de hoje, observamos o fim de muitos relacionamentos, pelas mais diversas razões. Não é meu objetivo detalhar o “porque” disso. Quem sabe, em outro momento, a gente aborda esse assunto? O fato é que, com o fim da relação, ambos os pais, terão que lidar com uma nova situação: a de ter um “novo” companheiro(a) e inserir ele no contexto do filho. E aí moram as dificuldades!

Estou separado da mãe de Davi há quase 1 ano. Nesse período namorei, acabei e conheci outras pessoas legais. Dentre minhas “poucas” experimentações, pude observar algumas coisas que gostaria de compartilhar com vocês.

Procure se relacionar com pessoas que também tenham filhos.

Como assim, Alberto? Porque “somente” com filhos? Veja, eu não disse “somente” ou “apenas”. Eu disse “procure”. Vou explicar o motivo…

Quando alguém inicia um relacionamento com outra pessoa, é NATURAL que seja criada uma série de expectativas. Dentre as quais a de ser “prioridade” e “exclusividade” na vida do outro. Sim, nós somos egoístas. Todos nós. Sem exceção! Uns mais do que os outros. Mas, rigorosamente, todos somos. E, assim sendo, temos necessidades que são naturais e aceitáveis, e que, muitas vezes, não conseguem ser atendidas por alguém “que tem alguém”, entende? Para alguém que não tem filhos compreender que você não vai poder sair hoje porque seu garoto(a) está doente, com febre ou algo similar, nem sempre, é um exercício simples. Ou porque a pessoa com quem você contava para dar aquela “escapulida” na noite de sexta , por qualquer motivo que seja, não conseguirá te ajudar.

Isso não é regra. Existem as exceções. Mas, porém, contudo, todavia, em sua maioria, é assim que funciona.

Aguarde um tempo até colocar seu novo companheiro(a) no contexto familiar.

Eu me apego, tu se apegas, eles se apegam. Nossos pequenos, também. É interessante aguardar um período “probatório” na relação, antes de inserir seu novo parceiro no contexto familiar. É bom apresentar sim. Mas é importante ter cuidado em como fazer. Do mesmo jeito que não é legal, para nós, “pular de galho em galho”, para eles também não é. E o tempo, Alberto? Espero quanto? Bem, não há regra. Vai de cada um, de cada relação ou sentimento. Se você entende que, com uma semana, tem certeza suficiente de que aquela relação será minimamente duradoura, vai em frente. Eu esperaria um pouco mais… 🙂

Seja sincero com o outro mas não exagere!

Ser sincero, correto e honesto em todas as nossas relações deveria ser o esperado, e não um diferencial. Infelizmente, não é assim que as coisas funcionam na maioria das vezes. Mas minha dica aqui é: seja sincero, sem exagerar. E o que seria “ser sincero”?

Fale para seu parceiro(a) sobre sua vida, sua relação com seu filho, com sua ex, mas sem detalhar demais as coisas. Somos seres emocionais. Tendemos a tomar partido de quem gostamos. E, às vezes, aquele “detalhe” sobre sua antiga relação pode fazer mais estrago do que trazer benefício. Não estou aqui estimulando ninguém a mentir ou omitir. Se perguntar, responda. Com sinceridade e sem rodeios. Mas não exagere.

SEMPRE avise as pessoas com quem você está iniciando uma aproximação ou relacionamento que você tem filhos e como funciona sua relação com eles (visitação, cuidados, programações etc.). Dar a oportunidade ao outro de saber onde está “pisando” é essencial para um bom futuro nas relações.

Aproveite seu momento. Curta seu filho. Mas siga sua vida.

Em meus “curtos” anos de vida, já observei pessoas abdicarem de suas vidas pessoais em prol dos filhos. Uma das coisas em que eu acredito é no balanço. Balancear e dosar as coisas é algo que traz equilíbrio para nossas vidas e, consequentemente, dos nossos pequenos. Abdicar de sua vida em prol deles é um peso que, talvez, eles não precisem e nem mereçam carregar. Siga sua vida.

A relação acabou? É porque tinha que acabar. Não deu certo? É porque não tinha que dar. Não procure culpados. Não procure muitas explicações. Na maioria das vezes, as coisas são porque são. É sempre bom fazermos uma reflexão e pensar: onde errei? O que posso melhorar? E assim poder seguir em frente com a cabeça limpa e tranquila. Em geral o que nos incomoda no outro é algo que temos para trabalhar dentro de nós. Quando apontamos um dedo, em outros três virados para a gente. Então “mudemos” mais e esperemos “menos” mudança do outro.

Bem, é isso. É apenas o meu pensamento. Não significa que está certo ou errado. É apenas um modo de pensar. E o seu, qual é? Compartilha com a gente. Ouvir, antes de qualquer coisa, é aprender com o outro. Cada um de nós tem seus desafios, vontades e desejos. Às vezes, compartilhar é a melhor forma que temos de melhorar, de aprender, de crescer e evoluir. 😉

O calvário dos fraldários…

A saga dos “banheiros familiares”: pai que é pai, sofre!

Por: Alberto Oliveira e Beto Garcia

O mundo mudou. As pessoas mudaram. Os negócios, relações, culturas. Tudo mudou. Bem, quase tudo.

Vivemos numa sociedade essencialmente machista. Sim, desculpa afirmar isso com tanta “energia”, mas é a verdade. Boa parte das coisas ainda “gira” em torno da visão de homem provedor/mulher que cuida da casa e dos filhos. Eu particularmente não gosto e tampouco concordo com essa visão. Mas todos sofremos com os “resultados” dela. Continue lendo “O calvário dos fraldários…”

Leve seu filho para brincar… E brinque com ele!

Por: Alberto Oliveira

Tenho o costume de sempre brincar com meu filho. Em parques, em casa e, às vezes, até mesmo na escola. Dia desses, ao ir buscar ele na escolinha, cheguei um pouco mais cedo e estavam todos brincando. Para não tirar ele da brincadeira, resolvi esperar um pouco para chamar ele. Fiz de conta que estava me escondendo, ele e os coleguinhas me viram e me chamaram para brincar de esconde-esconde. OBVIAMENTE que eu fui. E brincamos por volta de uns 30 minutos até a hora de irmos embora. Foi muito divertido e todos gostamos bastante. Rolou até uma “crise de ciúmes” de Davi, porque os coleguinhas queriam se esconder comigo e ele não queria deixar.

E porque eu estou falando disso? Porque eu observo que boa parte dos pais não brinca com seus filhos.

Sempre que vou ao parque com ele, sou “assediado” por outras crianças, que buscam a referência “do adulto” durante suas brincadeiras. Eles aproveitarem entre si é bom, necessário e saudável. É dessa forma que eles desenvolvem suas relações interpessoais, iniciam seu processo de resolução de conflitos e aprendem a conviver com o outro. No entanto, quando o pai (ou a mãe) leva e não participa, do momento, me parece que, para eles, “falta algo”, ao ponto deles irem buscar isso junto do “estranho”. Não sou psicólogo ou especialista na área. Tudo aquilo que falo é baseado na experimentação e em algumas leituras e consultas a especialistas que faço. Mas, rigorosamente, TODAS as vezes em que levo Davi pra brincar, sou “abordado” por outras crianças. Que, muitas vezes, querem, inclusive, que eu deixe de brincar com Davi para brincar com elas.

Num mundo de desenhos (educativos ou não), iPads, iPhones e tantas outras distrações eletrônicas, muitas vezes somos “seduzidos” pela facilidade que elas nos trazem. Me coloco nesse bolo. Várias e várias vezes utilizei de alguns desses recursos (desenhos) para Davi ficar quieto um pouco, já que nem sempre tenho ajuda para estar com ele.

Se você leu até aqui, fica meu “apelo”, “pedido”, “esporro” ou como você quiser ler: brinquem com suas crianças. Mas brinquem mesmo.

Sentem no chão, corram, se sujem, aprendam o nome dos personagens que eles gostam. Entrem no mundo deles. Já temos tão pouco tempo disponível para estar junto e todas as fases passam tão rápido. Aproveitemos! Façamos uma reflexão e um esforço para que as facilidades não nos deixem reféns. Experimente! Leve seu filho ao parque e brinque com ele. Corra, jogue bola, brinque de boneca. Faça o que quiser!

Mas não deixe de aproveitar. Eles e nós merecemos!

A chegada do menino

Por: Beto Garcia

Na semana do Natal, nada mais oportuno do que falar um pouco sobre a chegada do menino (no caso, o meu) na família. Então… Boa leitura!

O dia nem foi tão inesperado assim… A cesárea estava marcada para o dia 15 de junho. Podia ser antes mas ele ainda estava muito alto. A vida não estava mais tão tranquila dentro de casa com os infortúnios do final da gravidez (mais isso é assunto para um outro texto) e, por isso, decidimos que o parto seria marcado. Se ele não desse sinal de saída até o dia, então, o dia estava escolhido: 15 de junho! Eu sempre torci, em segredo, até agora, pra ele não nascer no dia 12… Nem no dia 13! Imagina ele nascer no dia dos namorados?! E, como bom supersticioso, nada de dia 13 também!

Enfim… Ele esperou pelo dia marcado.

Um mundo de gente estava lá com sorrisos de uma orelha até a outra e acabamos indo “só nós três” para a sala de parto. Quem já passou por isso pode pensar no enorme clichê que escrevo mas quem ainda não teve essa experiência ainda não imagina… É mágico! Ele aparece e você pira, cara! Tu não sabe se chora, se ri, se dá beijo na mãe, se vai pra perto dele, se filma, se fotografa… As pernas ficam fracas com o choro do pequenino. Sério mesmo. Aí, alguns segundos depois, uma das pessoas “enclausuradas” naquelas roupas coloridas da sala de parto te pergunta: “papai, quer cortar o cordão?”

Pergunta retórica, né?!

Então corta o cordão, filmando tudo, obviamente. Leva ele pra mãe, sem deixar o foco da câmera de lado, claro. Filma todo esse primeiro contato. Depois leva ele por um corredor que não se tem ideia de onde vai sair mas imagina que, pelo tempo que vocês ficam andando, deve sair perto de Pequim… Acaba saindo na sala onde estão os bebês que acabaram de nascer e está aquele mundo de gente do outro lado daquele vidro te olhando com lágrimas nos olhos ou com caras de bobos – ou ambas as coisas. Mas a maior cara de bobo, com certeza, era a minha. Esses momentos também são mágicos.

Os dias que seguem misturam alegria e pavor.

Ainda na maternidade, as coisas são mais fáceis. Vão ter algumas enfermeiras pra te ajudar a fazer de tudo. Você nem vai precisar se preocupar quando der uma fugida para registrar a criança no cartório… Caso as coisas compliquem muito, você pode até pedir para que o bebê durma no berçário um diazinho sem a menor dor na consciência. Porém… Prepare-se (psicológica, física e emocionalmente) para ficar “sozinho” em casa com ele. Aí sim será a verdadeira aventura desses primeiros dias!

Já em casa e para os marinheiros de primeira viagem: trocar fralda e dar banho num recém-nascido é um caos! Acredite! Nos primeiros banhos dele em casa eu confesso que não cheguei muito perto. Só me aproximei o suficiente para entender o que precisava ser feito… Mas tudo acaba bem. As fraldas são bem fedorentas. O banho demora muito pela falta de experiência. Mas a repetição leva o soldado à prática e, com o passar dos dias, tudo se ajeita – mesmo quando você achar que não vai dar certo, acaba dando.

Mas, tá bom, bacana conhecer um pouco mais desses primeiros dias mas… E daí?

E daí que a chegada do primeiro filho ou filha é sempre uma dádiva. Quem ainda não passou por isso, acredite no que digo! O bebê traz uma mistura de esperança, de felicidade, de união. Todos que gostam daquela família se unem em torno dela. Todos querem estar próximos, mesmo apenas em pensamento. É construída uma aura de paz em torno da família.

Uma dica importante? Nos primeiros dias não deixe que essa aura seja quebrada por nada. Uma dica mais importante? Se conseguir, não deixe que nada quebre essa aura na sua vida!

Voltando… Daí também que espero que todos lembrem desses momentos mágicos nessa semana. Nascimento, inocência, pureza, felicidade e amor. Repensem o que ocorreu em 2015 e o que desejamos para 2016. Tentar levar esses sentimentos para um novo ano que vai chegando é um exercício difícil, mas, se tiverem sucesso, tenho certeza de que teremos um ano melhor.

Enfim… É estranho iniciar um site com um texto de final de ano… Mas é o tem pra hoje, né?! Espero que gostem.

 

De pai para filho. A história começa aqui

A sociedade está em constante evolução. Uma delas é o papel dos sexos dentro dela e seus “deveres e direitos”. Historicamente, o homem não cuidava da sua prole. Ele era responsável pelo sustento da casa e a mulher ficava tomando conta dos filhos e da própria casa. Essa visão machista da sociedade vem caindo há algumas décadas e a mulher já se estabeleceu no mercado de trabalho desde o final do século passado. O famoso “pai de fim de semana” não cabe mais no mundo atual. É preciso, sim, participar cada vez mais ativamente da vida dos pequenos. Uma fralda, um vômito, uma golfada. Um banho bem tomado e um soninho no colo. Quem nunca? Você, não? Não sabe o que está perdendo, :).

A grande questão é: será que o homem está preparado para assumir o seu papel na criação dos filhos? Nós já respondemos: a maioria não! Mas completamos a resposta dizendo que existe um movimento cada vez maior de pais que assumem esse papel. Pais viúvos, solteiros, separados… Pais casados mesmo. Estamos participando mais da vida dos nossos filhos e não apenas durante uns poucos minutos para fazer uma ou outra brincadeira.

E a ideia surgiu, por acaso, em um post nos nossos perfis de Facebook. Nós, Beto Garcia e Alberto Oliveira, resolvemos fazer um projeto que fosse 100% dedicado a isso. Essas experiências precisam ser divulgadas, precisam ser lidas e comentadas. Desde as gracinhas que os nossos pequenos fazem, até as vitórias que avistamos com a inclusão do “pai-cuidador” na sociedade atual. E um ótimo exemplo disso é a instalação de trocadores de fraldas nos banheiros masculinos – de shoppings e outros locais públicos. O perfil mudou. O mundo mudou. E nós mudamos também.

Agora o projeto está virando realidade… Esperamos que vocês leiam, curtam, compartilhem, discutam, indiquem… Podem criticar também. Críticas construtivas são ótimas para engrandecer um trabalho. Não temos razão. Não há “certo” ou “errado”. Apenas pontos de vista de pais que decidiram, por livre e espontânea vontade, aproveitar a dor e a delícia de SER PAI. No final, queremos o que todo mundo quer: ser felizes com nossos filhos. 🙂

Abraço dos “Albertos”!