A educação do respeito

Por: Alberto Oliveira

Dia desses li um texto, daqueles de facebook, falando sobre um “suposto” acontecimento em alguma escola ao redor do mundo. Uma mãe foi chamada a escola porque sua filha havia dado um soco em um colega de classe. O motivo? O dito colega estava mexendo no sutiã dela, mesmo após ela pedir, insistentemente, que o mesmo parasse. Ah, e o mocinho fazia isso com anuência e concordância do professor. O resto da história vocês podem ler aqui . Pode ter sido “ficção”. Será? Tenho certeza que não.

Certo, Alberto. E você está falando disso aqui porque mesmo? Porque essa cultura, esse comportamento, esse “modelo mental” começa na gente. E, sim, vai até nossos filhos.

Vivemos em uma sociedade, essencialmente, machista. Onde o homem pode tudo e a mulher pode (quase) nada. Aceitemos, por hora, a verdade disso. Porque por hora? Porque depende de nós mudar. Através, inclusive, dos nossos filhos.

Toda vez que você descobre, por exemplo, que será pai de um filho do sexo masculino e você brada aos quarto ventos: “Segurem suas cabras porque meu bode está solto”, você colabora com isso. Já presenciei, inclusive, mães falando exatamente isso. Ou seja: a cultura faz parte de TODOS nós. No momento em que você deixa de lavar os pratos da sua casa e seu filho o vê fazer isso, porque é “coisa de mulher”, você está fazendo isso. Quando você olha para aquela moça bonita na rua como se fosse “comer” ela com os olhos na frente do seu filho, você faz isso. Faz o que? Incentiva ele a não respeitar o sexo oposto. No caso, o feminino. Não faça isso. Não seja mais um a colaborar com esse modelo. Com esse comportamento. Com essa sociedade doente. Somos todos iguais. Entre nós, difere apenas nossa individualidade. De resto somos, basicamente, os mesmos.

Ensine seu filho a respeitar o outro, independemente de cor, raça, sexo ou religião. Isso é parte do processo educativo, também. E aproveite esse momento para refletir, você, sobre seu comportamento. Macaco vê, macaco faz. Seja cordial com o próximo. Seja amável. Aceite, compreenda e acolha. E, acima de tudo, respeite. Com atos, com palavras, com gestos e atitudes. Parta do princípio da igualdade. E, quer uma dica? Observe as crianças, Principalmente as menores. Elas não têm, ainda, preconceitos ou modelos mentais nocivos instaurados. Elas tratam o outro, seja ele quem for, da mesma forma. Rico ou pobre. Bonito ou feio. Homem ou mulher. Aprenda com as crianças sobre isso. Sobretudo, e principalmente, sobre o amor.

Por fim, deixo um vídeo que trata justamente disso: dos modelos mentais. Às vezes, sequer somos quem pensamos ser. Que tal nos permitirmos conhecer melhor a nós mesmos, antes de “acreditar” em alguma coisa? Assista aqui:

Compartilhar

3 pensamentos em “A educação do respeito”

    1. Obrigado pela visita e comentário, Leonardo. Sempre que puder, deixe seu feedback para nós. Assim conseguimos fazer algo melhor pra todo mundo.
      Um abraço.

      Alberto Oliveira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *