Descobrindo novos limites

Por: Alberto Oliveira

Saudações Pessoal. Hoje eu queria falar um pouco sobre a questão dos limites. Mas não aqueles que nós damos aos pequenos no sentido do comportamento em si. Mas os que vão sendo descobertos em termos de novas possibilidades para o mundo que se abre na frente deles e envolve, também, questões físicas. Para isso, queria contar algo que ocorreu no ultimo final de semana.

No sábado, fomos ao parque. Um dos tantos disponíveis aqui em Recife. Fomos eu, Davi, Xanda (minha noiva, apresentada no ultimo texto) e Nick (nosso cachorrinho). A ideia era passar um tempo todos juntos brincando e se divertindo. E foi bem isso que aconteceu. Uma tarde/noite bem divertida, que me abriu espaço para algumas (boas) observações.

No parque onde estávamos, havia um brinquedo maior,que tinha prancha e rede de escalada, escorrego e uma ponte, além de uma escada. Um brinquedo com boas possibilidades de exercitar , inclusive, a criatividade.

Pausa.

Sou filho único, criado pela minha mãe e meus avós, com a ajuda de Maria (que foi minha babá, é da família e ainda quer ser minha babá até hoje, risos). Fui, de certa forma, criado em um ambiente superprotetor. E, algumas vezes, a gente repete comportamentos que já viveu ou “aprendeu”. Sendo assim, eu tenho a tendência de “superproteger” Davi. Terapia, conversas e apoio (sobretudo de Xanda) vem me ajudando a mudar um pouco isso e permitir que Davi possa melhor explorar e conhecer seus limites.

Voltando ao episódio.

Pois bem. Em um determinado momento, Davi estava brincando no brinquedo que tentei descrever pra vocês (acreditem, se eu desenhasse ia ser pior, rs) com um outro menino um pouco maior do que ele. E o menino começou a fazer algumas coisas mais “perigosas”, tais como pular de cima do brinquedo direto para o chão. Meu primeiro impulso foi de dizer a Davi para não fazer. Mas decidi apenas observar.

E foi a melhor decisão que eu tomei naquela noite.

Vendo tudo aquilo, Davi quis, obviamente, imitar o menino. Mas, pela consciência que ele vem adquirindo em relação aos seus limites, imitou “do jeito dele”. Então, ao invés de saltar direto do ponto mais alto do brinquedo, ele foi até um local onde considerou “seguro” e de lá ele saltou.

– Olha papai, você viu?

– Sim filho, eu vi sim!

– Eu pulei bem do alto!

(rindo internamente)

– Eu vi! Você pulou muitoooo alto!

E seguiu brincando feliz, com seu novo limite e sua nova experiência. Permitir que eles possam experimentar as coisas faz parte do nosso papel. Ele poderia ter se machucado? Até eu, que estava sentado assistindo, poderia. Não estamos livres disso. Está aí a vida para nos ensinar através das quedas. Porém, o mais importante é que possamos permitir que eles saibam levantar sozinhos. Não estaremos com eles a vida toda e, por mais que seja muito difícil de entendermos isso, criamos nossos filhos para o mundo. Não para nós mesmos. Então,que possamos SEMPRE possibilitar novas experiências para eles. Pra nós, pode ser um arranhão ou uma pancada roxa. Para eles, muitas histórias para contar e novas experiências para guardar.

Ensine empatia, mas aprenda também

Por: Alberto Oliveira

 

Saudações pessoal! Por questões alheias à minha vontade, passei um período mais afastado daqui. Hoje volto a escrever e espero poder voltar a frequência normal. Queria falar um pouco sobre empatia, mas eu queria falar disso sob o olhar da criança. Vamos lá.

Dia desses, levei Davi para tomar sorvete.

Pausa: Davi não é a criança/pessoa mais empática do mundo; pelo contrário. Por características próprias e, também pelas questões da idade, é, como muitas crianças, bem egoísta. O trabalho vem sendo justamente para diminuir isso e ensinar ele (sim, ensinar, até porque tudo se aprende e se exercita) a olhar para o outro, além de olhar pra si mesmo.

Retomando: Curioso como ele é, escolheu o sorvete, viu todos os sabores, pegou o copinho (sim, ele prefere o copinho. Fazer o que?) e começou a saborear seu sorvete de creme de limão. Conversa vai, conversa vem, observando as placas do local, foram surgindo as perguntas:

– Pai, o que aquela placa quer dizer?

– Proibido fumar, filho. As pessoas não podem fumar aqui.

– E aquela outra?

– Proibido som alto. Quer dizer que as pessoas podem ouvir música baixinho, sem incomodar o outro.

– Ahhhh,entendi. Pai e aquela dali? Aquilo é um bichinho?

– É sim,filho. Aquela placa diz que aqui animais são proibidos.

– Entendi papai.

E continuou a saborear o sorvete. Minutos depois…

– Papai, queria que tia Xanda (minha noiva) e Nick (o cachorrinho dela) estivessem aqui com a gente. Eles iam gostar muito.

– Iam sim, filho. Mas lembra da plaquinha que dizia que não pode trazer animais aqui?

– Lembro sim, papai.

– Então, a gente não poderia trazer Nick pra cá.

– Mas papai, como a gente vai vir sem trazer ele??

– Filho, infelizmente a gente não poderia trazer ele pra cá, por causa da regra deles de não permitir animais.

– Entendi,papai. Então vamos procurar outra sorveteria que aceite, tá? Assim podemos ir todos juntos.

Com os olhos um pouco “suados”, respondi

– Tá certo, filho. Vamos procurar uma que possamos ir todos juntos.

E assim terminamos o nosso sorvete e voltamos para casa. O diálogo acima de fato aconteceu. E para mim foi uma grata surpresa perceber que ele começou, mesmo que timidamente, a olhar pro outro. Inclusive pro nosso cachorrinho. Foi o início e sei bem que temos um loooongo caminho pela frente, mas o primeiro passo deve ser sempre valorizado e lembrado.

Ensine e aprenda a ter empatia. Tente sempre se colocar no lugar do outro. Pense como seria legal para todos os envolvidos, tentando não colocar suas vontades e necessidades em primeiro lugar. Difícil, né? Eu não disse que era fácil. Nem disse que conseguia fazer isso sempre. Eu tento. Muito. As vezes consigo. Muitas vezes não. Mas se eu quero ter uma melhor relação com o mundo e dar um melhor exemplo pro meu pequeno, é seguir tentando e conseguindo cada vez mais.

Afinal de contas, estamos aqui é pra isso mesmo. Aprender e ensinar. E,algumas vezes, a oportunidade aparece onde a gente menos espera. Até mesmo durante um sorvete. Mas, pelo menos nesse dia, quem aprendeu fui eu. Boa semana!!

Como vai a mudança que cobramos?

Por Beto Garcia

E essa mudança que a gente veio “cobrar” através desse blog, dessa página, desses textos, como ela está?

Você quer saber mesmo? Eu te conto o que vi e vivi recentemente.

No início do mês de outubro fui a um chá de bebê. Maior parte de adultos, obviamente, já que é uma festividade para adultos. Mas também havia muitas crianças presentes. Os futuros papais pensaram nisso e montaram um pequeno espaço para as crianças que estariam presentes. Eu, obviamente, fiquei por lá junto ao meu filho.

Em dado momento da festa, percebi que umas cinco a seis crianças com idades variadas brincavam no espaço. E cinco a seis papais estavam ali, brincando ou apenas olhando seus pequenos. Papais. Sim, somente homens estavam ali.

Em poucos instantes me vi pensando em tudo isso e no sentido que esse projeto tem para existir. Quando papais estão olhando, brincando, cuidando de seus filhos durante uma festa familiar. Podem existir alguns motivos para isso… Desde que a mãe foi ao banheiro, comer ou alguma outra possibilidade que a retirou do lado da criança momentaneamente, até o fato do pai estar ali sem a presença da mãe, como era o meu caso.

Me pus a avaliar a situação.

Em poucos minutos, apareceram umas 2 mães. Falaram alguma coisa com seus companheiros e retornaram para onde estavam. Uma outra chegou e substituiu o papai na brincadeira com a criança. Só isso. As outras não estavam ali ou não estavam preocupadas de deixar o filho somente na presença do pai.

Volto à pergunta do início do texto… E essa mudança que nos motivou a começar esse blog, essa página e a escrever esses textos? Vai bem, obrigado. Aliás, pelo que pude ver nesse dia em específico, ela vai MUITO bem, obrigado.

As crianças dessa geração agradecerão pelos pais presentes. Me arrisco a dizer que agradecerão pela participação desses pais na sua infância como nenhuma outra participou. Mas isso é só uma opinião minha. Você pode discordar e contestar. O que não dá pra contestar é a maior participação dos papais na vida de seus filhos. Isso é fato e não dá pra discordar ou contestar.

 ***

 Estava longe, distante daqui durante um tempo. Um problema de saúde tem me consumido e me impedido de ficar muito tempo sentado ao computador. Por isso, resolvi que deveria limitar esse tempo e tive que me afastar do note um pouco para melhorar. Espero conseguir voltar, gradativamente, para o prazer de escrever sobre a paternidade. Estou com saudades disso.

Precisamos falar sobre o bullying

Por: Alberto Oliveira

Vivemos tempos diferentes em nossa sociedade. Coisas que antes eram normalmente aceitas, hoje não são mais. Da mesma forma, muitas atitudes inaceitáveis hoje ganham poder e visibilidade. Inclusive, por conta do uso das redes sociais. Hoje eu queria falar sobre o bullying.

A decisão de falar sobre isso veio desse caso (http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/cansado-de-sofrer-bullying-na-escola-garoto-de-13-anos-se-suicida.html) .

Para mim sorte, ainda não vivo isso com meu filho. Mas sei que isso certamente fará parte da vida dele, assim como faz da vida de todas as crianças e adolescentes hoje. E, também, dos adultos. As redes sociais trouxeram muitos benefícios sob o aspecto de comunicação. Mas, da mesma forma, trouxeram muitos males. Males esses que não estamos preparados para lidar.

 

Algumas informações sobre bullying:

Fonte: http://novaescola.org.br/conteudo/336/bullying-escola

O que é bullying?

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

 

O bullying é um fenômeno recente?

Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.

A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores.

 

O que leva o autor do bullying a praticá-lo?

Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.  Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying.

 

Como identificar o alvo do bullying?

O alvo costuma ser uma criança ou um jovem com baixa autoestima e retraído tanto na escola quanto no lar. ”Por essas características, dificilmente consegue reagir”, afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.

 

Lendo as perguntas e respostas acima, fica bastante claro que precisamos atuar na educação dos nossos filhos, para fazer com que eles não tenham esse tipo de comportamento perante os amigos e colegas. Cada dia mais vemos o número de crianças e adolescentes tirando suas vidas por não conseguirem suportar as ofensas crescentes, vindas de, pasmem, crianças. Não, o praticante do bullying não é, necessariamente, um monstro. Na grande parte das vezes, ele é uma criança, mal instruida e educada, que não conhece o respeito que devemos ter pelos nossos semelhantes. Tudo se baseia no respeito.

Vejo muita gente falar que isso é “frescura”, visto que todos nós vivemos isso na escola. É, vivemos sim. Mas os tempos eram outros. A acessibilidade as informações era outra. A velocidade de propagação, idem. Imaginemos o seguinte cenário: em 1980, a criança de 10 anos recebe um apelido pouco “carinhoso” dos amigos da sala na escola e começam, obviamente, o bullying com ele. Ele pede ajuda a coordenação, ocorre reunião entre envolvidos e os pais. Boas chances disso parar por aí, certo? Mas vamos supor que não pare. Falamos de uma escola com mil crianças. Se TODOS tiverem acesso ao dito apelido, o universo atingido será por volta de mil individuos. É bastante gente, né? Para a época, sim. Uma mudança de escola e, talvez, em um caso bastante extremo, mudança de cidade resolveria, certo? Provavelmente sim. E se isso fosse em 2016??

Vamos imaginar a mesma situação. Apelido inconveniente, reunião na escola, envolvidos notificados. Mil crianças na escola. Vamos supor que apenas 200 tenham idade igual ou superior a 10 anos. E vamos lembrar que, hoje em dia, boa parte das crianças dessa idade já possuem smartphone com whatsapp, facebook, Instagram e outras redes sociais. Supondo que cada criança dessas tivesse mil amigos no facebook e fizesse algum tipo de exposição sobre o apelido do colega lá, teremos quantas pessoas atingidas? “Apenas” 200 mil. Percebem a capacidade do estrago? Além do fato de não sermos educados para esse mundo conectado (e nem estarmos, até então, preocupados com isso), o potencial destrutivo é MUITO maior.

Então, prezado leitor. PRECISAMOS ensinar nossos filhos sobre respeito. Sobre se colocar no lugar do outro. Sobre empatia. E, principalmente, sobre o amor. Precisamos, também, claro, ensinar eles a utilizar os novos meios de comunicação com sabedoria. E isso começa bem cedo. Estabelecendo limites, conversando, explicando e sempre exercitando a empatia vai ajudar MUITO nesse processo.

Deixo, para reflexão, 3 perguntas que devemos ensinar aos nossos filhos, quando os mesmos tiverem o entendimento para isso e que podem ajudar a nortear suas decisões sobre o que e quando falar sobre o outro.

 

1 – Você falaria tudo isso, pessoalmente, para a pessoa?

2 – Isso causará algum tipo de prejuízo para o outro, hoje ou em um futuro próximo (ou não)?

3 – Você tem certeza ABSOLUTA dos dois itens acima?

 

Criar um mundo melhor depende do nosso esforço conjunto em melhor educar os nossos filhos e, dessa forma, trazer uma geração melhor para o nosso planeta.

 

Abraços

 

 

Seu filho assiste desenho? E você se preocupa com o conteúdo dele?

Por: Alberto Oliveira

 

Olá Pessoal,

Não é novidade para ninguém que nossos pequenos são fascinados pelos desenhos animados. E , vamos ser sinceros: As vezes nos ajuda à ficarmos um pouco mais sossegados por um momento, dada a quantidade de energia que a maioria das crianças tem. Davi não é diferente. Tem MUITA, mas MUITA energia mesmo. E, muitas vezes, o desenho é uma maneira de ele se divertir um pouco, aproveitando para descansar e também dar um descanso pro papai.

Mas, vocês tem o costume de se preocupar com o “conteúdo” do desenho? Explico.

Nossos pequenos tendem, muitas vezes, a copiar aquilo que eles vêem. Isso inclui o que eles assistem de bom e, claro, de ruim também. Por diversas vezes pude observar alguns comportamentos em Davi que eram, possivelmente, potencializados por esse tipo de estímulo. Diante disso, sempre procurei filtrar melhor aquilo que ele assiste, justamente para que o tempo que ele gasta com esse tipo de diversão possa ser melhor aproveitado, tanto no aprendizado que, muitas vezes, o desenho trás, quanto nos resultados comportamentais que eles ajudam a potencializar (ou não).

Não é receita de bolo. Cada criança age e reage de um jeito e é importante que estejamos, sempre, de olho neles. Precisamos acompanhar, observar, conversar e ponderar sobre aquilo que eles consomem, em todos os sentidos.

Diante disso, resolve deixar algumas dicas de desenhos com cunho educativo e que podem ser bastante divertidos para os pequenos.

  • Dora Aventureira: Uma menina, com o seu melhor amigo , o macaco botas, que sai em várias aventuras. São abordadas questões relacionadas a sentimentos, amizade, certo e errado e comportamento;
  • Go Diego Go: Primo da Dora, resgata animais na floresta tropical das mais diversas situações . Muitos ensinamentos sobre os animais selvagens, tipos de animais, vegetação e outras coisas.
  • Blaze and the monster machines: Desenho composto por monster trucks (caminhões monstro), com muitos conceitos de matemática e física;
  • Equipe Umi Zumi: 3 mini heróis que salvam a cidade dos mais diversos perigos, utilizando formas, figuras e matemática;
  • A casa do Mickey: O rato mais famoso do mundo,repaginado, com seus melhores amigos, sempre com aventuras que nos remetem a questões de comportamento, amizade e compreensão;
  • Jake e os piratas da terra do nunca: Jake e seus amigos piratas (bonzinhos) convivem com as peripércias e trapaças do capitão gancho, sempre ensinando a diferença entre certo e errado, em grandes aventuras pelos 7 mares.

Esses são alguns. Existem muitos outros. Faça um exercício : Experimente assistir alguns desses desenhos com seu pequeno. Além dele adorar a presença do papai ou da mamãe interagindo com ele e vivenciando esse momento, você terá a oportunidade de conhecer melhores os programas e assim poder decidir o que melhor se encaixa naquilo que você deseja que seu filho aprenda.

Nenhum desenho substitui uma boa brincadeira, claro. Mas eles podem ser, também, grandes aliados no processo de aprendizagem das nossas crianças.

 

Boa farra!!

 

 

Dia dos pais é todo dia

Por: Alberto Oliveira

Olá Pessoal,

 

Ontem foi o dia dos país. É, eu sei. É uma data comercial . Mas , ainda assim, é uma data comemorada e reservada para celebrar a existência dos papais. E o mundo vem mudando nesse sentido. Ainda tímido, é verdade. Mas vem mudando. E isso, para nós, é motivo de grande felicidade.

Tempos atrás era impensável vermos trocadores em banheiro masculino, banheiro família,onde os homens também tem acesso com seus pequenos e tantos e tantos pais que decidem assumir esse papel integralmente.

É um fato que ainda falta muito para isso ganhar corpo, mas a cada dia que passa, vemos, com felicidade, que os homens vem assumindo seu papel de pais, e não provedores, na vida dos filhos.

Portanto a mensagem de hoje é curta e simples: SEJA o melhor pai que você puder.

Não sabe fazer algo com seu filho? Peça ajuda.

Quer saber mais sobre ele? Observe. Converse.

Quer se conectar ao seu filho? Brinque com ele.

Imponha limites. Eduque. Diga não.

SEJA o melhor pai que você puder.

Feliz dia dos pais. Porque, sim, todo dia, também é dia dos pais.

 

Que tal entrar no mundo deles?

Por: Alberto Oliveira

 

Saudações Pessoal,

 

Hoje pela manhã li um texto interessante que, inclusive, compartilhamos na fanpage do depaiparafilho. O mesmo falava sobre estarmos próximos fisicamentes, mas distantes de nossos filhos. A vida moderna nos traz desafios e distrações mil.

Pensando nisso, imaginei algumas dicas para deixar aos papais (e mamães) sobre como estar mais próximo dos pequenos. Não vão valer para todas as realidades, claro. Mas imagino que pode ajudar um pouco aqueles que tem alguma dificuldade de se aproximar dos pequenos.

 

1 – Reserve um tempo para brincar.

Isso mesmo! Os dias de hoje são muito corridos e, muitas vezes, acabamos por não reservar esse tempo. Então estamos lá, mas “não estamos”. É tablet, celular, computador. Tudo pode ser distração. Separe um tempo do seu dia para que você possa brincar com seu filho. Sente no chão, se suje, jogue bola, brinque de carrinho, de boneca, de comida! Nos menores a imaginação fica a mil! Use e abuse disso. E esse tipo de contato vai lhe dar a possibilidade de conhecer mais e melhor os gostos e vontades do seu filho;

 

2 – Crie um momento de vocês.

Pode ser uma rotina de ler histórias, um passeio semanal (ou quinzenal) ao parque, cozinhar alguma comida juntos, ir ao cinema. Algo que vocês possam fazer juntos. De preferência, apenas os dois. E se você tiver mais de um filho, faça o mesmo com os demais, de forma que cada um possa aproveitar um tempo só dele com você;

 

3 – Converse e tente ouvir o seu filho.

Birra não é sempre birra. Choro não é apenas manha. Principalmente nos menores, a capacidade de comunicação deles ainda é bem limitada. E as vezes essas são as formas que eles encontram de chamar sua atenção para algo que os desagrada. Claro, a criança também é refém, por assim dizer, do desejo dela. O objetivo não é satisfazer tudo que elas querem. Ser permissivo demais não gera nenhum benefício para a criança. Procure, dentro das limitações delas (e nossas) entender e acolher o que os pequenos querem nos dizer. Pergunte qual a aula que ele mais gostou no dia, o que ele mais gostou de fazer, se ajudou algum amigo em alguma atividade ou brincadeira. Isso vai lhe ajudar a saber mais sobre o que acontece nos momentos em que o pequeno não está com você;

 

 

4 – Imponha limites para ele.

 

Impor limites é uma das formas mais difíceis, porém necessárias, de se amar. Eles ajudam as crianças com o aprendizado sobre certo e errado, aceitável e não aceitável, fazer ou não fazer. Eles vão testar bastante o que podem e o que não podem fazer. Ser firme ajuda no entendimento do pequeno. Não vale colocar ele de castigo, dizendo que não vai mais brincar naquele dia e liberar logo em seguida, ok?

 

5 – Viva sua vida, independemente da vida de seu filho.

Ter um filho muda a vida da pessoa de diversas formas. Altera rotina, horários, necessidades e possibilidades. Mas não é por isso que devemos mergulhar totalmente na vida da criança e esquecer da nossa. Esse balanço entre tempo com o pequeno e tempo para você não é fácil, digo logo. Mas, com o tempo e contando com as boas ajudas que sempre surgem, você vai conseguir. Seja paciente, mas não deixe de olhar para si mesmo, também. Ninguém (seu filho) merece o peso de ser o responsável pela sua felicidade.

 

É isso, pessoal. E você? Tem alguma dica pra compartilhar? Fala pra gente! Deixa um recado nos comentários e na fanpage. Todos nós só temos a ganhar!

Como se aprende a ser pai?

Por Beto Garcia

Certo dia estava eu conversando com uma pessoa que seria pai em pouco tempo. Ele me disse que não sabia se seria um bom pai, não tinha certeza de estar pronto para a paternidade e esperava poder dar o que o seu filho ou filha – já que ele ainda não sabia o sexo do bebê – necessita para crescer satisfatoriamente.

Eu sorri pra ele. Sorri e disse que a gente pode se preparar para ser pai ou mãe, claro. Mas que, em alguns casos, a gente não tem tempo sificiente para isso. Neste casos, precisamos agir por instinto, por bom senso e por amor. E isso é garantia de sucesso? Nunca será. Nada que fizermos nessa vida terá garantia de nada. Não temos garantia de sucesso em nada, infelizmente. Ainda mais na paternidade/maternidade.

Cada criança é um novo ser, com vontades, anseios e sonhos próprios. Não podemos controlar nada disso. Aliás, não podemos e não devemos nem tentar, né?! Mas esse é um outro papo…

A questão levantada foi de como aprender a ser pai, ainda mais com uma gravidez não planejada. E há pouco tempo eu me vi pensando nisso novamente. Então, como se aprende a ser pai?

Em um de seus textos, meu xará, Alberto Oliveira, falou um pouco do assunto, contando, inclusive, que estudou muito quando soube que seria papai. Leu livros, procurou sobre o tema na internet. Se interessou em aprender os conhecimentos teóricos que ele poderia aprender dessa forma. Além disso, só existe o conhecimento da prática, do dia a dia com um bebê aos seus cuidados. E isso você só tem quando se torna pai ou mãe. Ninguém te empresta um bebê pra você treinar isso em casa por alguns dias…

Eu, por exemplo, não fiz nada disso. Eu fui na base da absorção das informações. Na base do instinto, do bom senso e, principalmente, do amor.

E qual “roteiro” você recomenda, Beto?

Se eu pudesse recomendar alguma coisa, recomendaria um pouco de cada. Nem tão lá, nem tão cá. Depois de ter me tornado pai, procurei literatura específica sobre a paternidade. Li alguns livros bem interessantes, que davam algumas diretrizes e dicas para passar pelas etapas das crianças com mais facilidade. Mas também li muita besteira. Alguns livros traduzidos que não refletem a realidade do nosso país. Por isso, acho que se ater somente à literatura não é tão legal assim.

Além do que tem coisas que os livros não têm como te ensinar.

Como aprender a trocar fraldas, dar banho, fazer o bebê arrotar depois de se alimentar? Como explicar pra um pai como lidar com o seu filho sem saber a personalidade do bebê? Não tem como! Esses conhecimentos precisam ser aprendidos na prática ou na observação de outros pais.

Na maternidade eu aprendi a trocar a fralda do João. Aprendi também a fazer um pacotinho com a manta do pequenino e deixá-lo mais quentinho e tranquilo. Também o coloquei pra arrotar depois da alimentação. Em casa aprendi a dar banho no João, com todo o cuidado necessário. E aprendi também todo o resto dos cuidados que um recém-nascido precisa ter. O que eu não aprendi nesses dois lugares, a pediatra fez o favor de ensinar. Não tem bicho de sete cabeças! Não tem mesmo…

Mas é óbvio que podem haver pequenas complicações.

Já escrevi aqui várias vezes que o João teve problemas com golfadas. E ninguém havia me prevenido sobre isso. Fui entendendo e aprendendo com o tempo o que era necessário fazer e o que eu não deveria fazer. Bom senso.

Por amor ao seu pequeno você, que ainda vai ser papai, pode procurar informações antes dele ou dela nascer. Vai ser bom para todos. Mas não fique somente nisso. Converse com amigos que já sejam pais. Converse com os avós do bebê – eles têm muito a ajudar.

É mais ou menos assim que se aprende a ser pai. 🙂

A Educação do Respeito… Parte 2

Por Beto Garcia

Música sugerida: Imagine, de John Lennon.

Então… O assunto é tão extenso que julgamos que merecia um novo texto, abordando uma outra face sobre o mesmo assunto. O texto do meu xará, Alberto Oliveira, na semana passada nos deu uma visão sobre a educação do respeito em relação a questão de gênero. Dessa vez, abordarei um outro assunto polêmico: a questão racial.
Preciso escrever que essa é uma das principais questões da sociedade brasileira, quiçá mundial? Acho que não. Mas vou escrever mesmo assim. A nossa sociedade contemporânea precisa debater, repensar, reorganizar diversos assuntos. Um desses assuntos é a questão racial. E como faremos para passar essa educação do respeito sobre a questão racial para nossos filhos e filhas?
A criança tem um filtro natural para a verdade e a pureza. Mas, na minha humilde opinião, isso por si só não é suficiente para que nós, pais, deixemos a questão se desenvolver sozinha na mente dos nossos pequenos. É preciso que nós comecemos a atuar sobre assuntos polêmicos antes que a sociedade doente em que vivemos o faça e desvirtue a cabecinha deles.
Isso é educação, gente! É isso que precisamos fazer. A escola do seu filho não tem obrigação nenhuma de ensinar isso pra nenhuma criança. Por qual motivo faria com o seu filho? Como já dissemos em outros textos, a escola ensina; quem precisa educar são os pais.
Coincidentemente, na última semana esse assunto surgiu numa conversa entre eu e o João. Falei que todos eram iguais e ninguém merecia alguma coisa a mais do que outro simplesmente por ser de um jeito ou de outro. Fui assim, bem genérico. Queria testar a cabecinha dele pra saber como ele iria reagir a esse comentário. E consegui.
João não retrucou sobre a parte de merecer ou não coisas a mais do que os outros. Ele foi justamente na parte de que “todos são iguais”. Me disse que na escola tem amiguinhos diferentes: uns são meninos, outros meninas; uns têm a pele branca, outros têm a pele negra. E eu entrei justo aí, no ponto onde queria entrar. Me senti num jogo de vôlei, onde o levantador coloca a bola perfeita pro meio-de-rede vir com tudo e “colar” a bola na quadra adversária.
Então eu disse o que precisava ser dito, expliquei o que aquela situação pedia para que fosse explicado. Somos meninos e meninas; brancos, negros e índios… Temos nossas diferenças mas somos todos iguais. Com os mesmos direitos e deveres. Devemos ser bons, ajudar o próximo, ser honestos… Precisamos das mesmas coisas para viver! Ar, água, comida… Todos precisam dormir no final do dia – que doido, não?! Precisamos de carinho, de amor, de amizade. Somos seres sociáveis! Temos que conversar, temos que estar junto com outros, temos que interagir. Qual a diferença de brincar com um amiguinho com a mesma cor da sua pele ou com a cor da pele diferente? NENHUMA! Qual a diferença de brincar com um amiguinho ou uma amiguinha? NENHUMA!
Ele me olhava, de um jeito diferente do que costuma olhar enquanto eu falo com ele. Parecia realmente prestar atenção ao que eu dizia naquele momento. Não permitiu que outras coisas roubassem sua atenção. E eu permiti que ele começasse a entender toda essa confusão que nós, adultos, criamos para a nossa sociedade.
A educação do respeito precisa da gente para que nossos pequenos compreendam sobre tudo isso. As mudanças na sociedade cada vez acontecem mais rápido, cada vez atingem as crianças mais novas. A minha infância durou até os 12, 13 anos. Hoje, nessa idade, muitos adolescentes sequer pensam em brincar. E eu, nessa idade, só tinha brinquedos!
Se deixarmos para depois, achando que esse tipo de conversa só precisa ter lugar quando a criança crescer, corremos o risco de alguém – que não seremos nós – possam conversar sobre isso com nossos filhos. Quer perspectiva pior do que ter seu filho, ainda pequeno, influenciado por ideias tão negativas sobre assuntos tão importantes, como respeito ao próximo, gênero & raça, sem a sua “supervisão”???
Lembrem-se sempre: delegar para outros um trabalho que é seu, nunca é a melhor maneira de fazer nada. Ainda mais quando o assunto é o seu filho! Precisamos agir agora para que não só deixemos uma sociedade melhor para eles, mas também para que possamos deixar filhos melhores para essa sociedade.

A educação do respeito

Por: Alberto Oliveira

Dia desses li um texto, daqueles de facebook, falando sobre um “suposto” acontecimento em alguma escola ao redor do mundo. Uma mãe foi chamada a escola porque sua filha havia dado um soco em um colega de classe. O motivo? O dito colega estava mexendo no sutiã dela, mesmo após ela pedir, insistentemente, que o mesmo parasse. Ah, e o mocinho fazia isso com anuência e concordância do professor. O resto da história vocês podem ler aqui . Pode ter sido “ficção”. Será? Tenho certeza que não.

Certo, Alberto. E você está falando disso aqui porque mesmo? Porque essa cultura, esse comportamento, esse “modelo mental” começa na gente. E, sim, vai até nossos filhos.

Vivemos em uma sociedade, essencialmente, machista. Onde o homem pode tudo e a mulher pode (quase) nada. Aceitemos, por hora, a verdade disso. Porque por hora? Porque depende de nós mudar. Através, inclusive, dos nossos filhos. Continue lendo “A educação do respeito”